RUTH AUGUSTO
RUTH AUGUSTO
Iniciei meus estudos aos 6 anos, sou:
Formada em Conservatório de Piano Erudito;
Técnica em Música com Ênfase em Piano Erudito;
Licenciada em Música;
Pós-graduada em Psicopedagogia no Processo Ensino Aprendizagem;
Pós-graduada em Neurociência da Música;
Professora de música desde 2001.
Meu amor pelo piano brasileiro acredito vim das minhas raizes, como a maioria dos brasileiros sou filha de pais descendes de europeus, africanos e indígenas carrego no sangue essa mistura de culturas e influências. Com formação em piano erudito, dediquei boa parte da minha vida ao estudo do piano clássico europeu, mas quando descobri o piano brasileiro simplesmente me encantei e em particular o piano de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu.
O álbum "Nazarethiando" é em homenagem a Ernesto Nazareth, compositor que tráz uma fusão singular entre a música erudita e a popular brasileira, criando um estilo único que o tornou "o mestre do piano brasileiro" no início do século XX. Sua música transcendeu as barreiras de gênero, sendo admirada tanto por chorões quanto por concertistas, com uma complexidade harmônica refinada (influência de Chopin) somada à melodia brejeira carioca. Ficou conhecido como "pianeiro" por sua habilidade técnica e domínio do instrumento, transfigurando a música dispersa nas ruas em obras-primas para piano. Admirando esse grande compositor e apreciando suas obras passei a estudá-las, após de um tempo de estudo sempre gostei de gravá-las de forma despretenciosa, feitas na sala em que leciono usando apenas o celular, meu único objetivo com as mesmas é levar esse repertório maravilhoso a quem possa ouvir e apreciar, e trago nesse álbum algumas das minhas interpretações:
Até que Enfim! - Gravação: Março de 2022
Em fox-trot publicado em 1926 se caracteriza como um ragtime de influência popular, tem título original no manuscrito como "Time is money". O título é muitas vezes associado ao alívio de uma longa jornada de trabalho, composição que faz parte de uma fase em que Nazareth explorou ritmos internacionais, mantendo seu estilo único de composição para piano.
https://www.youtube.com/watch?v=FqPD86xzlwg
Odeon - Gravação: Junho de 2023
Composto por volta de 1909 e publicada pela Casa Mozart, é um dos maiores clássicos do tango brasileiro e chorinho. Dedicada ao luxuoso Cine Odeon no Rio de Janeiro, onde Nazareth tocava, a peça une melodia popular e refinamento. Nazareth tocava na sala de espera do cinema, atraindo público que ia para ouvi-lo, não apenas para ver filmes. Odeon é um tango brasileiro, subgênero do choro, que mistura ritmos de matriz africana, latino-americana (habanera) e o maxixe. Embora não tenha sido o maior sucesso na época da composição, consolidou-se décadas depois como a obra mais famosa de Nazareth, tornando-se um sucesso perene, especialmente após receber letra de Vinícius de Moraes que evoca uma profunda nostalgia do ambiente do choro e da época do cinema.
A música é reconhecida por sua melodia lírica e "brejeira", encapsulando a atmosfera cultural do Rio de Janeiro no início do século XX.
https://www.youtube.com/watch?v=rcjvQoaxyJw
Escorregando - Gravação: Março de 2026
Publicado em 1923, é um dos tangos brasileiros mais famosos de Ernesto Nazareth. A peça é conhecida como um desafio técnico, com sua segunda parte sendo um estudo notável de notas repetidas, desafiando a agilidade do pianista.
https://www.youtube.com/watch?v=2Xbt1bww2vM
Favorito - Gravação: Outubro de 2025
Publicado em 1895 e dedicado à sua filha, Marietta Nazareth. A obra, de caráter popular e instrumental, destaca-se por sua estrutura melódica marcante e foi gravada pelo próprio compositor por volta de 1912. É um tango brasileiro, subgênero do choro, com forte influência da habanera, que mistura elementos eruditos e populares.
https://www.youtube.com/watch?v=qoCldutzwaM
Nazareth - Gravação: Setembro de 2020
Publicada por volta por volta de 1888 a polca "Nazareth" foi oferecida a sua cara esposa D. Theodora Meirelles de Nazareth. Ernesto Nazareth foi um dos pilares da polca brasileira, adaptando o ritmo europeu com síncopas características do choro. Sua produção de polcas é vasta, marcada por virtuosidade e charme.
https://www.youtube.com/watch?v=XCiYIJfahPk
Quebradinha - Gravação: Janeiro de 2024
Polca composta em 1899, dedicada ao seu filho Ernestinho. Caracterizada como música instrumental para piano, a obra é indicada na partitura original como "própria para serenatas", sugerindo uma execução em andamento mais lento do que as polcas dançantes típicas da época. Apresenta estilo lírico e sereno, condizente com a indicação para serenatas. A obra faz parte do rico repertório de Nazareth que transita entre o popular e o erudito, sendo uma peça importante do seu catálogo focado no piano.
https://www.youtube.com/watch?v=NucGF37i6wE
Tango-Habanera - Gravação: Junho de 2025
Composta por volta de 1925, é uma peça para piano que exemplifica a fusão de ritmos populares com a estrutura clássica. Escrita em mi bemol menor, destaca-se por mesclar o ritmo cubano da habanera com o tango brasileiro. A peça alterna entre influências de habanera e tango brasileiro, demonstrando o caráter híbrido comum em muitas composições de Nazareth. Permaneceu inédita durante a vida do autor, sendo revisada por Alexandre Dias e publicada posteriormente.
A habanera, oriunda de Havana, é considerada a primeira música latino-americana com ritmos africanos a influenciar salões europeus e, posteriormente, a música popular brasileira, como o choro.
https://www.youtube.com/watch?v=KOfjJu0qSA4
Tenebroso - Gravação: Dezembro de 2017
Composto em 1913 "Tenebroso" é um célebre tango brasileiro, dedicado ao amigo e violonista Satyro Bilhar, composta em 2/4 a obra é marcada por sua melodia na situada na região grave do piano, simulando bordões de violão, e é uma das mais gravadas do compositor.
https://www.youtube.com/watch?v=mdYLjIwh0x8
Fonte: https://ernestonazareth150anos.com.br/
O álbum "Pianando com Chiquinha" é uma homenagem a Chiquinha Gonzaga, figura central e transgressora da música brasileira, que rompeu barreiras sociais e estéticas ao unir a elegância do piano de salão ao balanço vibrante das ruas. Pioneira e abolicionista, ela foi a primeira maestrina do Brasil e a responsável por consolidar o choro como gênero, transformando a polca e a valsa em algo genuinamente nacional. Sua obra é marcada por uma alma audaciosa e uma sensibilidade melódica que deu voz à identidade carioca, elevando a música popular ao status de arte pianística.
Admirando a força e o legado dessa grande compositora, dediquei-me ao estudo de suas partituras, buscando capturar a essência de sua escrita tão expressiva. Estas gravações surgiram de forma natural e despretensiosa, registradas no meu ambiente de ensino com a simplicidade do celular. Meu desejo é compartilhar a beleza e a vivacidade desse repertório histórico com todos que apreciam a nossa música, e apresento neste álbum algumas das minhas interpretações:
Atraente - Gravação: Outubro de 2022
Composição de estreia de Chiquinha Gonzaga, em 1877, nascida de improvisação em roda de choro na casa do compositor Henrique Alves de Mesquita, a polca recebeu o nome de Atraente por arrastar os instrumentos presentes. Conheceu um sucesso estrondoso (15 edições ainda em 1877) e projetou o nome de Chiquinha Gonzaga para a fama – no início incômoda – na sociedade patriarcal do Segundo Reinado. A súbita popularidade da autora foi encarada como provocação por sua família, que passou a destruir as partituras vendidas nas ruas por moleques escravos. Tornou-se um clássico da música instrumental brasileira, passando a integrar o grande repertório do choro. Foi publicada em 1932, como n. 11 da 2ª série de Alma Brasileira, choros para flauta. Atraente foi gravada por músicos como Antonio Adolfo, Altamiro Carrilho, Benedito Lacerda, Clara Sverner, Eudóxia de Barros, Henrique Cazes, Leandro Braga, Marcus Viana, Maria Teresa Madeira, Muraro, Paulo Moura, Pixinguinha, Rosária Gatti, Talitha Peres, Turíbio Santos, além de orquestras e bandas. No final da década de 1970, ganhou letra de Hermínio Bello de Carvalho, em registros feitos por Leci Brandão, Olívia Hime e Edison Cordeiro.
https://www.youtube.com/watch?v=B6SDfy1dF5k
Água de Vintém - Gravação: Dezembro de 2020
Tango brasileiro, publicado c. 1897, por Buschmann e Guimarães.
O título refere-se à famosa água do chafariz do Vintém, vendida em domicílio e muito apreciada na cidade, até a remodelação do Rio de Janeiro no início do século XX. Em 1947, por ocasião do centenário de nascimento da compositora, Pixinguinha arranjou e executou Água do vintém com orquestra no programa Pessoal da Velha Guarda comandado por Almirante na Rádio Tupi. Este arranjo foi impresso em coedição do Instituto Moreira Salles com a Imprensa Oficial de São Paulo, em 2010. Água do vintém recebeu gravação com tratamento de choro, por grupo formado por Reco (bandolim), Jonas (cavaquinho), Alencar (violão 7 cordas), Jaime e Valério (violões 6 cordas) e Jorginho (pandeiro), no LP Chorando Callado, 1981. Foi gravado por Clara Sverner (piano), em 1998; e recebeu versos de Paulo César Pinheiro, em gravação de Olívia Hime (voz), acompanhada por Francis Hime (piano Kurzweil), Maurício Carrilho (violão e violão de 7 cordas), Luciana Rabello (cavaquinho), Pedro Amorim (bandolim), Celsinho Silva (pandeiro e pau de chuva), Andréa Ernest Dias (flauta) e Cristiano Alves (clarinete), em 1998.
https://www.youtube.com/watch?v=iWE8a6-fthg
Annita - Gravação: Março de 2020
Publicada c. 1894, por Buschmann e Guimarães, foi gravada com o título O poeta e a maestrina com versos de Joyce Moreno por Olívia Hime (voz), com participação especial de Chico Buarque (voz), acompanhados por Francis Hime (piano Kurzweil), Maurício Carrilho (violão e violão de 7 cordas), Luciana Rabello (cavaquinho), Celsinho Silva (pandeiro), Andréa Ernest Dias (flauta) e Cristiano Alves (clarinete), em 1998. Também gravada por Maria Teresa Madeira (piano), 1999; e por Leandro Braga (piano), com Zero (percussão) e Adriano Giffoni (baixo), em 1999.
https://www.youtube.com/watch?v=1HQUDvPr0P4
Carijó - Gravação: Abril de 2025
O Choro (Choro-Tango) Carijó foi publicado pela primeira vez em 1932, fazendo parte da série "Alma Brasileira", um conjunto de 30 choros para saxofone em Mib e flauta.
A palavra choro designou, na década de 1870, o conjunto musical Choro Carioca, liderado pelo flautista Callado. Em sua formação original, o choro era um grupo musical constituído de uma flauta, um cavaquinho e dois violões, com predominância de um solista. A compositora Chiquinha Gonzaga tinha uma predileção em dar nomes indígenas aos seus “choros”: Tupã, Tupi, Tamoio entre outros – como forma de acentuar o caráter nativo do gênero.
https://www.youtube.com/watch?v=JH4mauxl60o
Choro - Gravação: Outubro de 2024
Publicado pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
Título existente até então apenas na discografia de Chiquinha Gonzaga, em gravação de Talitha Peres (piano), acompanhada por Henrique Cazes (cavaquinho), Marcelo Gonçalves (violão) e Beto Cazes (pandeiro), em 1999. Estudado pela pianista em sua dissertação de mestrado intitulada “Os tangos para piano de Chiquinha Gonzaga: uma análise crítica”, apresentada ao Conservatório Brasileiro de Música, em 1995, através de manuscrito autógrafo encontrado no acervo da compositora, esse “choro” é, na realidade, um tango, ou um tango-choro. Segundo anotação de Talitha Peres, a composição, como polca, fez parte da opereta Colégio de senhoritas, musicada pela maestrina e representada no Teatro São José em maio de 1912. O manuscrito original dessa música é um exemplo curioso da luta da compositora com os gêneros em transformação; uma polca com abertura de jongo, mais tarde designada como tango e, por fim, como choro.
https://www.youtube.com/watch?v=SrPMDy23OwE
Gaúcho, o Corta Jaca - Gravação: Março de 2018
O famoso Corta-jaca, nome com o qual o tango Gaúcho se popularizou, é uma das músicas mais gravadas e conhecidas de Chiquinha Gonzaga ao lado de Ó abre alas, Lua branca e Atraente. Nasceu nos palcos dos teatros musicados, onde foi dançado na cena final da opereta burlesca de costumes nacionais Zizinha Maxixe, imitada do francês por autor anônimo, representada no Teatro Éden Lavradio, em agosto de 1895. O ator Machado Careca (José Machado Pinheiro e Costa), autor anônimo da peça, terminou por colocar versos na música do Corta-jaca, ajudando a popularizá-la, sobretudo depois que sua versão foi gravada em disco pelo duo Os Geraldos. Ao longo da história, o Corta-jaca frequentou outros palcos e repertórios: café-cantante, chope-berrante, rodas de choro… Mas foi no Palácio do Catete, em 1914, que ele atingiu a glória. Executado ao violão pela primeira-dama Nair de Teffé, causou escândalo político e terminou por apelidar a administração de Hermes da Fonseca. A reação pode ser medida pelo discurso inflamado que o senador Rui Barbosa proferiu na tribuna. Ao indagar o que vem a ser o corta-jaca que tanto ouvira falar, ele arremata: “A mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens, a irmã gêmea do batuque, do cateretê e do samba. Mas nas recepções presidenciais o corta-jaca é executado com todas as honras de música de Wagner, e não se quer que a consciência deste país se revolte, que as nossas faces se enrubesçam e que a mocidade se ria!” Nunca antes na história do Brasil a música eminentemente popular fora executada na sede do governo, diante do corpo diplomático e da elite do país. Corta-jaca tornou-se um clássico do grande repertório da música instrumental brasileira, merecendo gravações, entre outros, de Abel Ferreira, Altamiro Carrilho, Antonio Adolfo, Artur Moreira Lima, Clara Sverner, Conjunto Regional do Donga, Eudóxia de Barros, Guio de Morais, Itamar Assieré, Leandro Braga, Marcus Viana, Maria Teresa Madeira, Marcelo Verzoni, Paulo Moura, Radamés Gnatalli, Rosária Gatti, Talitha Peres, Turíbio Santos, inúmeras bandas e algumas versões cantadas. Foi escrito pela maestrina também para canto e piano e pequena orquestra: oboé, viola, tímpanos, trompas (fá), fagote.
https://www.youtube.com/watch?v=FJFUXceX5Uk
Linda Morena - Gravação: Junho de 2024
Como consta no manuscrito ou tango-choro como consta na publicação atual.
Acredita-se que "Linda Morena" seja o primeiro choro composto por Chiquinha Gonzaga, de acordo o ano datado em seu manuscrito, 1919. Até então, Chiquinha compunha outros gêneros musicais, como maxixes, tango, valsas e habaneras.
https://www.youtube.com/watch?v=Ukh_RF8QXPw
Não insista, rapariga! - Gravação: Janeiro de 2019
Composição de primeira hora, publicada em julho de 1877, segundo anuncia o Jornal do Commercio do dia 12, que avisa estar a novidade musical à venda na Lira de Apolo, loja da Viúva Canongia, a primeira editora de Chiquinha Gonzaga. Ali, integrava a coleção Flores Brasileiras. Em 1881, é reeditada pelos novos editores da compositora, Narciso e Artur Napoleão, na coleção Soirées Brasileiras. A esta época, a jovem compositora aperfeiçoava seu conhecimento musical com o conceituado pianista Artur Napoleão, seu editor desde 1879. Esta mesma composição recebeu o título de Morgadinha em edição em Lisboa. Já na década de 1930, com a onda comercial do choro, ela foi rearranjada para integrar a série Alma Brasileira, como Aracê, choro para flauta. A maestrina a escreveu também para pequena orquestra, em 1881: flauta, clarinete (si b), violino A, violino B, violoncelo, contrabaixo, piano. Foi gravada por grupo formado por Luiz Gonzaga Carneiro (clarinete), Jonas (cavaquinho), Alencar (violão 7 cordas), Jaime e Valério (violões 6 cordas) e Jorginho (pandeiro e ganzá), no LP Chorando Callado, 1981; por Rosária Gatti (piano) e Grupo Nosso Choro, 1997; por Marcus Viana (violino) e Maria Teresa Madeira (piano), 1999; Maria Teresa Madeira (piano), 1999; Leandro Braga (piano), com Zero (percussão) e Adriano Giffoni (baixo), 1999.
https://www.youtube.com/watch?v=YdUGbkhQ_dM
Passos no Choro - Gravação: Julho de 2020
Publicado pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
O título homenageia o flautista Antonio Maria Passos, integrante do Grupo Chiquinha Gonzaga ao lado de Arthur Nascimento, o Tute, no violão, e Nelson dos Santos Alves no cavaquinho –formação típica do choro. Foi gravada pelo Grupo em disco Columbia, lançado em 1912, quando foi incluída na burleta de costumes nacionais em 3 atos e 6 quadros Pudesse esta paixão, representada no Teatro Apolo em dezembro daquele ano. O gênero ‘polca brasileira’, anotado em manuscrito autógrafo da compositora, revela o quanto a polca estava comprometida com o estilo ‘choroso’ de tocar. Gravada por Ana Fridman (arranjo/piano), Vitor Lopes (gaita), Ronen Altman (bandolim), Bel Latorre (clarone), Gilberto Assis (baixo), Sérgio Reza (bateria e percussão), em 2010.
https://www.youtube.com/watch?v=MCIPZwrct-o
Suspiro - Gravação: Outubro de 2023
Publicada por Artur Napoleão e Cia., c. 1881, na série Tangos e Habaneraspara Piano. Foi gravado por Clara Sverner (piano), 1980; Rosária Gatti (piano), 1997; Talitha Peres (piano), 1999; Mauro Senise e Jota Moraes, 2005; Ana Fridman (arranjo/piano), Luiz Amato (violino I), Esdras Rodrigues (violino II), Emerson Luiz De Biaggi (viola), Adriana Holtz (violoncelo), 2010.
https://www.youtube.com/watch?v=l8HrfiC5d2M
Tamoio - Gravação: Março de 2025
Partitura publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011.
Como choro para saxofone (mi b), integra a série Alma Brasileira, publicada em 1932. Foi gravada por Talitha Peres (piano), em 1999.
https://www.youtube.com/watch?v=zhm7GH0756E
Fonte: https://chiquinhagonzaga.com/wp/
O álbum "Pianando com Zequinha" celebra a obra de Zequinha de Abreu, um dos maiores melodistas do Brasil, cuja genialidade transformou o cotidiano do interior paulista em hinos da nossa identidade musical. Conhecido mundialmente pelo arrebatador "Tico-Tico no Fubá", Zequinha possuía uma habilidade extraordinária de traduzir o lirismo das serestas e a energia das festas populares para as teclas do piano, criando peças que transbordam agilidade técnica e uma alegria contagiante. Sua música é o retrato de uma época dourada, onde a valsa, o choro e o maxixe se encontravam em harmonias acolhedoras e ritmos irresistíveis.
Movida pela admiração por essa sonoridade tão brasileira e afetiva, mergulhei no estudo de suas composições, que exigem tanto precisão quanto alma. Assim como nos projetos anteriores, estas gravações foram realizadas de maneira espontânea na minha sala de aula, utilizando apenas o celular para preservar a essência do momento e a proximidade com o instrumento. Meu propósito é manter viva a chama deste repertório tão rico e generoso, oferecendo a quem ouve um pouco da magia de Zequinha de Abreu através destas interpretações:
EM BREVE